Pesquisa Global de Segurança Online mostra aumento da exposição a riscos digitais, mas aponta avanço no diálogo, na conscientização e nas ações de proteção entre jovens brasileiros
No Dia da Internet Segura, a Microsoft apresentou a edição mais recente de sua Pesquisa Global de Segurança Online, estudo anual que chega ao décimo ano analisando como adolescentes e adultos ao redor do mundo lidam com os desafios da vida digital. A iniciativa acompanha a evolução do ambiente online e busca compreender, de forma contínua, como novos riscos surgem à medida que a tecnologia se torna mais presente no cotidiano das pessoas.
Nesta edição, o levantamento concentrou suas perguntas na crescente complexidade do ecossistema digital e na transformação dos riscos de segurança online. Um dos principais achados indica que, embora a exposição de adolescentes a situações de risco tenha voltado a crescer, esses jovens demonstraram um nível elevado de resiliência. Segundo os dados, 72% dos adolescentes afirmaram ter conversado com alguém após enfrentarem um problema online, mantendo uma tendência positiva de diálogo pelo segundo ano consecutivo.
Diante desse cenário, a Microsoft reforça sua estratégia de criar soluções de segurança mais cuidadosas e eficazes, voltadas especialmente para a proteção de adolescentes. Como parte desse esforço, a empresa anunciou novos recursos atualizados com foco em apoiar famílias e educadores, ampliando a prevenção e a conscientização sobre segurança digital em um contexto cada vez mais desafiador.
Entre as novidades está o Minecraft Education CyberSafe: Bad Connection?, um jogo educacional desenvolvido para abordar riscos emergentes da internet, como o recrutamento online e processos de radicalização digital. A proposta é utilizar um ambiente familiar para os jovens como ferramenta educativa, promovendo pensamento crítico e comportamentos mais seguros no mundo virtual.
Outro destaque é o Guia de início do Microsoft Family Safety, criado para auxiliar pais e responsáveis na configuração e compreensão dos recursos de segurança familiar. Com a ampliação da idade mínima de consentimento digital em diversos países, o guia se torna ainda mais relevante, já que permite a ativação de controles parentais para adolescentes de até 18 anos, fortalecendo a supervisão e o uso consciente da tecnologia.
Os dados específicos do Brasil revelam um panorama preocupante, mas também sinais claros de reação e defesa por parte dos usuários. De acordo com a pesquisa, 63% dos entrevistados relataram ter enfrentado ao menos um risco online significativo no último ano. As principais ameaças identificadas no país incluem discurso de ódio, violência gráfica do mundo real e golpes ou fraudes digitais.

O estudo também aponta diferenças geracionais na percepção dos riscos. Enquanto adolescentes demonstram maior preocupação com o cyberbullying, outras faixas etárias tendem a enxergar golpes e fraudes online como o principal problema. Ainda assim, os números mostram avanços importantes: 81% dos adolescentes que passaram por alguma situação de risco conversaram com alguém ou realizaram uma denúncia, e 90% adotaram medidas defensivas, como bloquear ameaças ou encerrar contas.
A pesquisa completa, com todos os dados e análises detalhadas, está disponível no Microsoft Source Brasil e reforça a importância de ações conjuntas entre empresas, famílias e educadores para a construção de um ambiente digital mais seguro, consciente e resiliente.



